sábado, 12 de abril de 2014

A DISLEXIA UM DESAFIO PARA ESCOLA, PAIS E ALUNOS



É bom colocar que antes  da criança entrar na escola é preciso que apresente maturação adequada à aprendizagem. Quem pode fazer esta análise é um especialista em educação ou orientador educacional. A investigação pode ser feita, não para discriminar a criança disléxica da não disléxica, e sim, para que se saiba diagnosticar com precisão, tal situação encontrada no aluno. É preciso, antes de espalhar a semente que conheças a propriedade do terreno, caso contrário todo o sacrifício será em vão. Antes de inserir a criança em uma sala de aula para  qualquer procedimento de avaliação, seria imprescindível que o especialista em educação fizesse uma sondagem no sentido de descobrir a maneira como pronuncia  as 6 consoantes, denominadas sonoras. Normalmente o pré-disléxico facilmente troca o som de B por P, D por T, G por C,(K), J por X, V por F e Z por S e assim sucessivamente.  Cabe ao especialista, ser bastante rigoroso nesta investigação, pois, sendo descoberto a tempo, a chance é bastante grande da criança ser reeducada.

Antes de começar a ler a criança deve apresentar condições de maturação adequada a aprendizagem. Através de expressões correta das idéias, da percepção dos sons, poder-se-a verificar se a criança é um pré-disléxico. Outro ponto que merece a atenção do adulto, no aspecto, da linguagem da criança, é a má articulação de seis consoantes, as chamadas sonoras. O pré-disléxico confunde os sons sonoros dessas consoantes pelos seus respectivos sons surdos. (Análise do Comportamento Humano em Psicologia – p.220)

                                                                                                      
É bom lembrar, que o meio ambiente em que a criança vive pode contribuir bastante para que ela seja disléxica. Como por exemplo, a maneira da família expressar, facilita para que a criança aprenda falar correto ou errado. Grande parte do povo brasileiro, alem dos maus tratos para com a criança, não pronunciam as palavras da língua portuguesa de forma  correta. Até mesmo alguns professores das  séries iniciais não fazem questão de pronunciar as palavras de maneira correta. O pior que, as vezes, nem se preocupam em melhorar os aspectos fonéticos de sua fala, acabam, indo para sala de aula colidindo o aprendizado da criança nas séries iniciais, com pronúncias de palavras erradas.

A opressão que, tão frequentimente o adulto exerce sobre elas sem mesmo dar-se conta disto, oprime a alma infantil, que não podem defender-se nem com palavras nem com atos: tudo isto enfraquece, ao mesmo tempo, o corpo e o caráter da criança.(Coleção Educadores – Mec, p74)

O ambiente familiar, bem como o escolar deve propiciar um clima alegre, bastante humorado, recheado de múltiplas brincadeiras tendo a cautela de pronunciar as palavras, seja falado ou cantado, exprimindo os sons fonéticos segundo os padrões da língua portuguesa. Todo  conteúdo significativo aguça a curiosidade do aluno em querer aprender. Além, de levá-lo a  imitar  o profissional que o educa. Uma vez que, as crianças gostam de imitar pessoas engraçadas. O núcleo familiar pode ser muito importante para a infância do aluno que vai de 0 a 12 anos de idade. Período que tanto a família como especialista pode combater a dislexia ou aumentar ainda mais.

A infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimo-segundo ano de vida de uma pessoa. É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do peso da criança - especialmente nos primeiros três anos de vida e durante a puberdade.. http://pt.wikipedia.org/wiki/Crian%C3%A7a – Acessado em 27/12/2011

         Segundo pesquisas recentes, dislexia pode ser o tipo do aluno se comportar em face uma situação de aprendizagem. Podendo ser: a maneira dele aprender, mas, que pode ser produtiva, quem sabe até mais genial, que uma pessoa  não disléxica. Existem muitos alunos com dislexia nas escolas do Brasil.Segundo pesquisas, para cada 10 alunos, 4 são portadores de dislexia e tem dificuldades com os aspectos fonéticos da linguagem. Este fato, reforça ainda mais, o cuidado que o especialista deveria ter com os alunos, devido, praticamente a metade serem portadores de dislexia. É bastante comum nos cursos de especialização a adoção de conteúdos e palestras com respeito a importância do educador cuidar bem da voz, da dicção acompanhados  com exames periódicos bem como, hábito da leitura e se for o caso, treinamentos para uma ótima comunicação. Um especialista saudável, certamente, se comunica bem e fará com que os alunos com distúrbios de comunicação venha superar as dificuldades encontradas com a leitura e a escrita.


Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente... http://www.dislexia.com.br/ Acessado em 06/02/2012



b)    DESENVOLVIMENTO NEURO-PSICO- MOTOR CRIANÇA


      Apesar das divergências no universo escolar, devido, as diferenças sociais existentes em cada país, considera-se a segunda infância o período que vai de 3 aos 6 anos de idade.  Chamado também de período pré escolar, isto é, momento em que se prepara o menino para seu ingresso na escola. Neste instante, além da noção da genitália, o comportamento motor da criança deslancha nas diversas dimensões do organismo, com movimentos diferenciados definindo assim, o verdadeiro formato do organismo ao identificar sintomaticamente com o corpo de uma pessoa adulta.

A experiência física aproxima-se a do adulto com ritmos diferentes e crescimento para as diversas partes do corpo.(Análise do Comportamento Humano em Psicologia – p.41)

            Nesse momento, não é mais controlada simplesmente, pelo o sistema nervoso periférico, SNP, e sim pelo sistema nervoso central, SNC, percebendo espaço temporal, isto é, a noção de tempo e espaço. Consequentemente, se definindo a lateralidade do cérebro,  o que é imprescindível no campo das expressões das idéias e da orientação tempo espacial essencialmente importante para o aprendizado da escrita e da leitura.

A partir do desenvolvimento físico da criança, o sistema nervoso central vai amadurecendo. E todo o sistema do sentido e demais centros nervosos, em trabalho progressivo, dentro do sistema nervos central, também amadurecem em sua toda a estrutura. 
http://www.psicopedagogia.com.br/new1_artigo. – acessado em 07/02/2012

            Quando existe uma maneira correta de desenvolvimento neurológico no cérebro da criança, redunda na maturação das estruturas nervosas no processo de mielinização, ou seja,  formação da bainha mielínica à volta das fibras nervosas, permitindo assim o perfeito domínio dos movimentos e ao mesmo tempo, impedindo os efeitos negativos da hiperatividade, com frequência encontradas nas crianças neuróticas. Tal estado pode desencadear uma dislexia, precisando para tanto, cuidados especiais para com a criança portadora deste mal.
. Especialistas dizem que "...há pais e professores que, ainda, acreditam que o comportamento da criança ou do jovem hiperativo seja de oposição, e que pode e deve ser controlado". Por isto se torna muito importante a conscientização de que Hiperatividade é condição orgânica com base neurológica. E que uma criança ou jovem que se sinta incapaz de controlar os próprios movimentos, sente-se muito mal a respeito de si mesmo e sua auto-imagem e auto-estima podem tornar-se muito negativas. 

          É preciso que o educador esteja inteirado de que  o retardamento neuro-psico-motor, pode estar presente na criança  de  2 a 3 anos de idade. Com a inserção desta criança no jardim de infância, o especialista pode facilmente descobrir o problema ao trabalhar com ele exercícios de coordenação motora, desenvolvidos pela unidade escolar, UE. Seria imprescindível que toda escola no jardim de infância trabalhasse com seus alunos, este tipo de exercício, no sentido de coloca-los mais atenciosos. Grande parte das escolas brasileiras peca muito nesta área, devido falta de conhecimento das causas e efeitos de tais problemas e da gravidade que pode causar na aprendizagem do aluno nas séries posteriores.

A natureza das dificuldades de aprendizagem é cognitiva e evolutiva, sendo que os atrasos no desenvolvimento estão presentes mesmo antes que a criança seja submetida a um processo sistemático de ensino e aprendizagem; 


É preciso que o especialista tenha pleno domínio da situação de um aluno que apresenta um comportamento disléxico para escrita e a leitura. Porém, mais importante seria, reparar a dificuldade de cunho visual, auditiva, noção de tempo e espaço no sentido de que esta criança possa entender as diferenças de cores, noção do grande e do pequeno, formatos, movimentação, tipos de relevo, posições, distâncias, sonoridade, figura-fundo etc: Para um trabalho desta envergadura nada melhor que adoção de brincadeiras. A ação pode ser trabalhada por meio de colagem de gravuras em cartolinas, desenho de árvores com frutos na dimensão de uma cartolina, frutinhas de argila coloridas por eles, confecções de cestinhas de origami e muitos outros. Este tipo de atividade pode ser realizada na sala de atividades em aproximadamente 1 hora. O material empregado pode ser, cartolina ou papel cartão, argila tinta e vasilhas ou cestinhas coloridas. Ao propiciar um clima como este, o professor facilmente perceberá que as crianças não são tão somente agressivas e competidoras, mas, também fiéis  colaboradoras e amigas.

A interação social torna-se mais frequente e complexa, com alguns comportamentos aparentemente contraditórios: ao lado da agressividade e competição, as crianças são cooperadoras e amigas.(Análise do Comportamento Humano em Psicologia – p.41)

A escola deve levar o aluno disléxico a se socializar colaborando assim, na descoberta de problemas mais sérios, de alguns alunos, que, precisam de tratamentos médicos. É bastante comum, os pais deixarem as crianças na creche, no jardim de infância, na pré-alfabetização e na fase de alfabetização, sem ter tomado consciência nenhuma da realidade de seu filho. Ao mesmo tempo não trabalha com elas habilidades motoras e perceptivas, ajudando o aluno filho. Sendo a escola uma instituição aberta, que prepara indivíduos para ajustar-se no núcleo social, é necessário que descubra as reais qualidades do aluno, e se for o caso, notifica a família ou encaminhe para algum centro de acompanhamento específico. O que seria anormal, a instituição não importar em conhecer as condições do aluno, ou saber e não comunicar a família e nem  tão pouco, encaminhar para um atendimento especializado, optando pelo o critério da uma aprovação automática, enganando a criança e a família e si mesmo.
Nesse clima de omissão, com respeito ao dever familiar, existem muitas crianças com uma série de problemas impossíveis de ser reparados e sanados pela a escola, devido os pais não importar com a educação dos filhos e as vezes, serem demasiadamente “sérios com eles, impondo uma série de regras”,( CURY. Pais brilhantes e Professores fascinantes p.91).

            Portanto, é aconselhável a criança com 4 anos de idade frequentar Jardim de Infância uma vez que, praticamente, toda a programação tem como foco o desenvolvimento da coordenação motora e da percepção.Que segundo especialistas são habilidades importantes para coibir as limitações na aprendizagem inclusive a dislexia. É bastante comum em uma Creche ou outra instituição que cuida de crianças desta idade, se deparar com meninos ou meninas com difícil adaptação nestes ambientes sociais. A alteração de comportamentos se manifesta através da intranquilidade, configurado pela a tristeza. Para quebra deste tipo de obstáculo é conselhável a promoção de atividades que envolva os pais e a escola. Ex.: Peça  os alunos que escrevam uma cartinha para seus pais em forma de desenho. Terminado, faça a seguinte pergunta: que mensagem gostaria de mandar para sua mãe?  Se o aluno responder rápido, a professora escreva a mensagem junto ao desenho. Se tiver dificuldades em responder, a professora deve ajudar na resposta. É bom colocar que este é um simples exemplo, mas baseado nesse método, o pedagogo pode formular muitos outras perguntas relacionadas com a família. O que vale mesmo é criatividade do educador. É fascinante procurar se ela almeja entregar a cartinha para a pessoa mencionada. A durabilidade deste tipo de brincadeira pode ser de 1 hora o espaço pode ser na sala de atividades.

É importante perguntar se ela quer entregar a carta à pessoa apontada. Em caso positivo, coloque-a em um envelope e oriente a criança a entregá-la ao chegar em casa. Caso contrário,guarde o desenho com as demaishttp://tialay.blogspot.com/2007/10/atividades-para-crianas-3-anos.html - Acessado em 28/12/2011







BIBLIOGRAFIA


A)(Coleção Educadores – Mec, p74)

B)Aurélio; BOLSANELLO, Maria Augusta.Análise doComportamento b)BOLSANELLO Humano em Psicologia. Editora Educacional Brasileira 25º edição 1993 – Curitiba PR p.41,220,223


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